terça-feira, 16 de outubro de 2018

Cigarra Formosa em São Paulo

Olá, César!

Encontrei esse exemplar de cigarra, que acredito ser uma Carineta diardi, em Valinhos-SP.
O inseto estava no chão, já bem moribundo, se movimentando pouco e bem lentamente.
Coloquei-o sobre uma superfície branca para poder fotografá-lo melhor evidenciando suas lindas cores.
Abraço!
Gabriel Bergamschi de São Paulo.
Até onde me consta, não há outra espécie que possa ser confundida com C. diardi (Cicadidae: Cicadettinae: Carinetini).

Aranhas Papa-Moscas do Paraná

bom dia amigo !! obrigado pela ID da abelhinha! tenho três Salticidae,sem ID, já procurei em sites para id sem sucesso!Santo Inácio-PR
Maria Fachini Agostinho.
Primeiro nós temos uma fêmea de Phiale sp. (Freyinae/Aelurillinae) capturando alguma Crambidae: Spilomelinae. Depois nós temos machos e estes são complicados. Veja esta página que mostra um casal de C. gratiosa, onde a fêmea se parece com esta primeira e o macho com o segundo, seguido de uma grande variação de padrões das fêmeas. Pode ser o macho dela, mas é algo que sempre posto, não sei como diferenciar dos machos de Frigga; não consigo distinguir a presa. De igual modo, não duvido que a última seja Phiale, mas certamente combina com esta identificada como F. pratensis.

Ninfa de Esperança no Ceará

Eis outra do Ceará, em Fortaleza. Não sei nem por onde pesquisar além do básico. Consegues dar uma luz?
Oscar.
É uma ninfa fêmea de esperança da família Tettigoniidae. creio que alguma Pleminiini semelhante a Acanthodis spp. (Pseudophyllinae).

Besouro Serra-Pau em Minas Gerais

César, encontrei esse besouro em Dom Cavati no dia 12/10, você pode identificar por favor?
Dael Júnior.
Dael, há besouros cerambicídeos diferentes, mas com características muito semelhantes a este, por isso seria bom vê-lo bem por cima pra ter pelo menos uma melhor noção da proporção entre as pernas e o corpo. Eu sugiro Aglaoschema rufiventre (Cerambycidae: Cerambycinae: Compsocerini), mas veja também Weyrauchia aeruginosa (Trachyderini) e esta postagem.

Besouro Serra-Pau em São Paulo

Boa tarde, minha amiga encontrou isso na casinha do cachorro e relata que o cachorro está com a pata inchada e chorando... ela não consegue levar no veterinário hoje porque onde moramos não tem aberto no fds... queria saber se é um percevejo ou outro tipo de inseto e se você sabe dizer se ele é peçonhento, obrigada!
Camila Nogueira de Ubatuba, São Paulo.
Dá pra saber que é algum besouro serra-pau Cerambycidae: Lamiinae. Não é perigoso, não é peçonhento, mas tem mandíbulas fortes se precisar se defender. Não consegui um bom palpite de espécie, mas parece ser alguma Onciderini semelhante a Hypsioma spp.

Pulgões em São Paulo

Oi, Cesar! 
Então seja qual for o tamanho se saiu do casulo, não cresce mais? Certo, vou lembrar disso. 
Os bichos que vou postar hoje estavam de turma em uma flor de dente de leão, mas eram minúsculos. Quando encostei nos que estavam mais juntos, notei que tinham uma textura mais dura que a flor e o caule , mas ninguém se mexeu. Em compensação, outros que estavam espalhados pela planta vieram se juntar ao grupo. Eles são muito pequenos e as fotos não ficaram nítidas. Será que pelo comportamento e pelas fotos é possível identificar esses bichinhos? As fotos são do dia 12 de outubro. Desde já, agradeço.
Caterina Helena Marcopoulos de São Paulo, capital.
Mas esta é uma Taraxacum sp. ou outra Asteraceae? Me parecem ser pulgões novamente, não encontrei as opções brasileiras em dente-de-leão, mas esta página cita três Aphis spp. (Aphididae: Aphidinae: Aphidini) que ocorrem nestas plantas em outras regiões, creio que também sejam Aphis sp.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Papa-Moscas em São Paulo (Insetologia 6 aninhos)

Olá, César, quanto tempo! Esta aranha me surpreendeu eu pular em meu joelho, alimentando-se. Eu estou simplesmente apaixonada por ela e a achei parecida com a primeira dessa postagem (o abdômen é bastante alaranjado), mas acho que acertei em ser Salticidae, correto? Consegui tirar uma foto com ela olhado para o lado *-* 
Obrigada!
(...)
Apenas complementando: Ela foi encontrada em Ribeirão Preto - SP
Larissa Zamara.
Ôpa, quanto tempo mesmo, Larissa, está fazendo dois anos. E, por falar em anos, em quanto tempo, tem algo que eu precisava dizer e deixei passar, todo dia penso "vou incluir isto em alguma postagem" e, quando me dou conta, me esqueci de novo. É que o Insetologia fez seis aninhos diz 10, contando a partir do primeiro pedido de identificação, feito pela Lúcia do Rio de Janeiro. Então, preciso agradecer mais uma vez a todos, por terem ajudado das mais diversas formas a este trabalho acontecer.

A aranha é sim uma Salticidae, um macho de Freyinae (Aelurillinae), que eu tenho preferido não arriscar pelo macho se é Frigga ou Freya, dois gêneros com nomes de deusas nórdicas. A presa não dá pra ver direito, mas pelo tamanho e coloração, deve ser alguma Sternorrhyncha, como um pulgão ou um psilídeo.

Percevejo Spartocera no Uruguai: Sobre as glândulas odoríferas metatoráxicas dos percevejos

Olá, Cesar. Tudo bem? Poderia, por gentileza, identificar este percevejo? No momento em que o achei, eu fiquei em dúvida quanto à sua periculosidade vendo o rostro dele, curto e reto. Ler aqui o que você diz, "o aparelho bucal de Spartocera é particularmente curto", derrubou a divisão que eu fazia dos percevejos: rostro que ultrapassa, ou chega até o 2º par de pernas, fitófago; rostro curto e curvo, predador; rostro curto e reto, hematófago. 
Este indivíduo era muito lindo, e calmo, caminhou devagarinho na parede, num gravetinho, no chão, na planta em que o pus. E, além do rostro, o que chamou minha atenção foram essas cavidades que ele tinha em ambos lados do corpo, e que não vi até agora em nenhuma imagem das poucas vistas ventrais de percevejos que achei aqui e em outros sites.
Muito obrigada desde já. Também por tudo o que aprendo de cada esclarecimento, de cada comentário. A Natureza, a Vida, em sua diversidade é maravilhosa.
María Luísa Rodríguez de Las Toscas, Canelones, Uruguai.
María, realmente me parece ser uma Spartocera sp. (Coreidae: Coreinae: Spartocerini) e quanto ao rostro, realmente é um ponto confuso. Se utilizarmos esta chave bem simplificada, temos que reduviídeos têm o rostro que se encaixa em um sulco entre o primeiro par de pernas, e nos demais o rostro não se encaixa em um sulco nesta região; o critério é condizente com o que vemos, não pelo comprimento do rostro, mas pela ausência de tal sulco. Já esta chave também simplificada para famílias da Flórida,fala que "os demais" têm um rostro longo que chega ao par mediano de pernas; mesmo isolando a fauna da Flórida, parece não ser condizente, pois parece ser justamente de lá o maior número de registros de Spartocera nos EUA. Mas em uma chave muito mais completa, Schuh & Slater (1995) (falo baseado na versão adaptada em Insetos do Brasil Rafael et al. (edit) 2012), nem estes critérios, nem semelhantes, entram na questão. Discutimos o mesmo sobre marias-fedidas recentemente.

Quanto às cavidades nas laterais do tórax, o que temos é o aparato responsável pela produção da química mal-cheirosa em um percevejo adulto.Anotados na imagem ao lado temos a abertura da glândula odorífera chamada de ostíolo e a área evaporatória ou área de evaporação (também evaporativa ou de evaporação). Esta área apresenta textura diferente do resto do tegumento e aparentemente é mais destacada neste indivíduo não só por causa da coloração negra, mas também por causa da pubescência branca em seu corpo. Encontrei muitas imagens de vista ventral ou lateral de percevejos deste gênero, mas nenhuma mostra esta característica (1, 2, 3, 4, 5, 6...)

Opilião Goniosoma no Rio de Janeiro

Esse ambiplígio vive com sua família na varanda da casa de uma amiga, em Teresópolis (RJ)
Elaine Bertuccelli.
Elaine, eu tenho a impressão que você o identificou corretamente e apenas o chamou erroneamente, pois apesar de chamar de amblipígio, o envio foi feito corretamente em uma postagem de opilião. Com estes espinhos tão grandes nesta região, tenho notícias apenas de Goniosoma spp. (Opiliones: Laniatorres: Gonyleptidae: Goniosomatinae), eu gostaria de mostrar G. macracanthum, mas não encontrei imagens disponíveis online, então mostro este que acho que está errado como G. unicolor, ficamos apenas no gênero.

Mariposa Eumorpha em São Paulo

Olá, será que poderiam identificar que inseto é esse ? 
Obrigada :)
(...)
Ela estava em Mauá - SP.
Luísa Scudeler.
Luísa, a bonita parece ser Eumorpha anchemolus (Sphingidae: Macroglossinae: Macroglossini/Philampelini), que é a maior espécie do gênero