terça-feira, 21 de maio de 2019

Mariposa Langsdorfia no Espírito Santo

Eu to chorando com minha primeira Langsdorfia. Eu não sei nem o que falar sobre um animal tão impressionante e belo. A postura dela na planta é de ficar dependurada, como folha seca.
Kel de Cariacica, Espírito Santo.
Não sei se podemos chamá-la de L. franckii (Cossidae: Hypoptinae), como elas parecem ser generalizadas, ou se é L. lunifera. O que consta em Schoorl Jr. (1990) é "A L. lunifera e aroa ocorrem da Guiana Francesa ao México (Dyar, 1940: 1282). L. franckii é conhecida do México ao Suriname." Diz ainda que L. lunifera é broca do tronco baixo e das raízes do feijão-guandu.

Mariposa Desconhecia em Brasília 2

César, veja só, a mariposa misteriosa apareceu novamente aqui em Brasília. Engraçado que nesta foto ela até ficou parecida com uma Notodontidae. Eu até pesquisei nessa família e só depois me toquei que era a mesma da minha postagem antiga.
Rodrigo Conte.
Não me parece um mal palpite, eu apostei em Euclidiini (Erebidae: Erebinae), mas não descarto outros grupos em Noctuoidea. Tentei de novo, e de novo sem sucesso.

Besouro Serra-Pau Psapharochrus no Paraná

Boa noite, pode identificar o inseto desta foto? Foi encontrado dentro do meu apartamento, no centro de Curitiba.
Vivian Roncon: Vamos deixar o cesar responder com mais precisão... Mas pelo meu conhecimento, se trataria de um Serra-Pau, provavelmente um Oreodera Omissa. Eles tem esse nome pq comem a madeira dos troncos e algumas frutas.

Fabiana: Obrigada, Vivian. Fiquei em dúvida entre esse e o Psapharochrus Jaspideus. Eles são bem parecidos.

Vivian: são bem parecidos. de qualquer forma é enorme e assustador, mas só come galho kkkkk é um serra-pau mesmo. aqui encontro uns coloridos

Cesar: Olá mais uma vez, Fabiana e Vivian. Já tiveram uma boa discussão sobre a espécie nos comentários, gosto disso. Se não tivermos uma percepção muito diferente do que é um serra-pau enorme, esta descrição da Vivian já eliminaria as duas espécies, que não costumam atingir dois centímetros de corpo: 1, 2, temos cerambicídeos passando de quinze na nossa fauna. O ângulo definitivamente não é o ideal para identificar a espécie, mas me parece ser mesmo P. jaspideus (Cerambycidae: Lamiinae: Acanthoderini). Eles podem serrar galhos para a oviposição, mas os adultos, se se alimentarem de galhos, deve ser de brotos verdes, eu creio que eles devam ter preferência pelas partes reprodutivas das plantas.

Aranha Papa-Moscas Megafreya em Brasília

Brasília - DF 
maio de 2019

Olá! Estou na dúvida sobre esse rapazinho aqui. Seria um Plexippus? Ele é bem mais preto que os outros Plexippus Paykulli que já vi. E também é bem grande, cerca de 2,5cm. Um giant jumping spider!
Vivian Roncon.
Vivi, eu não tenho 100% de certeza, principalmente por causa da distribuição, mas sei que ela é mais ampla do que mostra o link, pois sei que ocorre aqui em São Paulo, eu acho que este é um macho de Megafreya sutrix (= Euophrys sutrix; Freyinae), encontrei um possível registro fotográfico e em vídeo na região. Há quem diga que macho e fêmea são indistinguíveis, mas não é o que estas imagens me sugerem: 1, 2.

Efêmera em São Paulo

Boa noite César!! Outro bicho que nunca tinha visto. Pode ajudar na ID? Águas da Prata - SP
Júlio César.
Esta é uma efêmera da ordem Ephemeroptera, único grupo de insetos que desenvolve asas funcionais antes da fase adulta (subimago), este já me parece ser adulto. Difícil ir além, não se vê detalhes, mas acredito que seja Baetidae (Pisciforma), listas de espécies costumam ajudar, mas neste grupo há muito mais imagens das larvas do que dos adultos.

Marimbondo Chumbinho em São Paulo

Oi, Cesar!

Nota mental: não postar nem curtir postagens perto do dia 1 de abril e nunca duvidar da sua capacidade. Eu postei as duas crente que era impossível identificar uma delas e me enganei. Muito obrigada pelas identificações.

Hoje vou postar meu último bichinho (por enquanto). Entrou ontem aqui na lavanderia e ficou no armário em que meu gatinho gosta de deitar para tomar sol. Tenho quase certeza de que era uma vespa (fotografei e depois coloquei para fora pela janela) mas achei a postura dela meio estranha. Quando ela estava de cabeça para baixo parecia normal, mas depois que mudou de posição parecia estar com a parte de cima da cintura que é meio amarelinha contraída. Elas ficam assim mesmo ou essa estava machucada? Desde já, agradeço.
Caterina Helena Marcopoulos.
Este é um marimbondo-chumbinho ou camoatim Polybia sp. (Vespidae: Polistinae: Epiponini). Elas são bem acinturadinhas mesmo, me parece estar normal.

Ninhada de Aranhas Vermelhas no Rio Grande do Sul

Oi Cesar, encontrei estás lindas aranhas em Sapucaia do Sul, acredito ser aranha vermelha, uma fêmea e um macho.
Abreu.
Sim, mais uma vez Nesticodes rufipes (Theridiidae). Bom, na primeira imagem há muitas aranhas, certamente machos e fêmeas. O adulto na segunda imagem, de novo eu tenho dúvida quanto ao sexo, meio que pelo motivo contrário, não vejo os palpos, mas provavelmente é macho sim.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Zeropeia no Espírito Santo

Eu encontrei isso depois de uma tempestade. Estava no chão no quintal; como eu não reconheci o que era porque estava desfigurada, pensei em uma larva de besouro incrível. Eu disse: que pena! Eu adoraria ver uma larva de besouro viva, seu nome será Ferdinando. Eu pesquisei e não encontrei essa larva. Resolvi por no grupo gringo dos coleópteros, mas as vozes na minha cabeça disseram para por no grupo de Entomologia Brasileira e passar vergonha apenas em Português. La me disseram que era o que sobrou do que antes era uma lacraia feliz vivendo sob alguma pedra. Eu acho que a Compota matou e fez xixi em cima. Cheirava muito mal. Gatos são sádicos. Mas como todas as pernas desapareceram?
Kel de Cariacida, Espírito Santo.
Na verdade, as garras das centopeias, chamadas de forcípulas, são o primeiro par de pernas modificado, então, sobraram duas. Não sei, mas ela talvez tenha encontrado um outro predador capaz de fazê-lo, creio que algum que tenha tido dificuldade de comer o corpo, mas possa comer os apêndices mais delicados. Parece ser alguma Scolopendromorpha, precisaria ver se tinha olhos, ela está de barriga para cima.

Borboleta Hesperiídea no Rio de Janeiro

Ola César, tudo bem?

Fotografei na semana passada essa borboleta na REGUA (RJ) Reseva Ecológica de Guapiaçu.

Que borboleta é essa ?
Daniel.
Daniel, ela é uma Hesperiidae, mas apesar de me parecer muito familiar, eu não a encontrei ainda. Não creio que ficará sem identificação por muito tempo.

Borboleta 88 em São Paulo

Meu caro, Boa Tarde
Essa espécie foi fotografada em Mairiporã São Paulo. Poderia me ajudar na identificação dessa espécie? Estou na dúvida de clymena ou eluina. Qual delas é mais rara de se ver? Forte Abraço
Wagner.
Wagner, esta dúvida entre as Diaethria (Nymphalidae: Biblidinae: Callicorini) eu sempre tive e nunca consegui resolver, quanto mais tento entender, mais confuso fico. Entendendo que a nossas subespécies em São Paulo são D. clymena janeira (se for meridionalis, como consta em Francini et al., 2011, para a Baixada Santista, a coisa já complica) e D. eluina eluina, eu não teria dúvida de que o melhor palpite, comparando os exemplares em Butterflies Of America é o segundo, pois temos os números oito bem isolados um do outro e das linhas ao redor. Porém Butterfly Corner diz exatamente o contrário: 1, 2. Em Biodiversidade Teresópolis, um espécime semelhante diz poder ser qualquer uma das duas, e parecem ser diferenciadas pela quantidade de azul na face dorsal das asas. Esta dica parece concordar com os exemplares em BOA e discordar daqueles em BC.

Sobre qual é mais comum, de acordo com Silva et al. (2010), pelo menos em Minas Gerais, D. clymena é "mais abundante no dossel" enquanto D. eluina "merece destaque a presença de (...) Diaethria eluina, espécies consideradas raras". E os mesmos autores mostram um exemplar de D. clymena com os desenhos 8 se tocando.

Concluindo, não sei qual a espécie, e desconfio que se alguém disser saber, ele deva ser tratado sob suspeita, a menos que seja um especialista deste grupo jurando de pés juntos. Se alguém souber mais sobre elas, não deixe de usar os comentários.

ps.: Após preparar a postagem, cheguei ao comentário do Júlio César:

Júlio César: Diaethria candrena

Cesar: A mim não parece ser o caso, elas costumam ter os desenhos menos detalhados, com um oito simples como os feitos à mão, sem os pontinhos no meio, ou abertos quase como um zero.