segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Terrário de Invertebrados no Pará

Boa noite.
Há algum tempo estou com um "terrário" e capturei alguns pequenos artrópodes para criar um pequeno ecossistema nele.
Hoje capturei o que acredito ser um amblipígio, porém jovem e com as "coisas" que ele usa para caçar muito pequenas.
Me pergunto se é possível mante-lo no terrário. Se for possível para ele caçar e se alimentar dessas pequenas criaturas será que haveria problemas?
Info:
Esse atropode pequeno e negro é extremamente rápido e vive em baixo de pedras em ambientes levemente úmidos.
O branco com uma lista negra no dorso compartilha algumas semelhanças porém é menor, mais lento, tem o corpo mais trigular em visão dorsal e vive em lugares muito mais úmidos e apertados geralmente (ex: debaixo de troncos meio podres)
Esse caracol de jardim é o único de coloração diferente que tenho, todos que vi até hoje são verdes, não sei se eles são o mesmo. Em especial queria saber como é possível que esses caracóis conseguem entrar na terra, eles cavam? desculpe se a pergunta é boba.
Poderia indentificar esses bichos, em especial os dois primeiros que se parecem com os "springtails" que já vi em vídeos, gostaria também se possível saber do que eles se alimentam porque só estou dando pedaços de madeira apodrecida.
Agradeço desde já.
Rafael Leafar de Capitão Poço, Pará.
É uma ideia interessante. Eu acho que este bicho pode ser uma Charinus sp. (Amblypygi: Charinidae), que são amblipígios pequenos mesmo, pode ser adulto. Bom alimento pra eles parecem ser cupins e outros invertebrados de corpo mole, o terrário com boa diversidade me parece uma boa forma de mantê-lo, só é preciso cuidado para não introduzir outros predadores.

Fiz os cortes nas imagens, mas não sei se pude ver todos os bichos, é difícil encontrá-los. Eu creio que tanto o negro como o branco sejam tatuzinhos (Crustacea: Malacostraca: Peracarida: Isopoda), é bem complicado falar da alimentação pois é um grupo muito diverso, mas em geral eles se alimentam de matéria vegetal em decomposição, musgos, algas etc. Quanto ao caracol, talvez eu não esteja mesmo entendendo a pergunta; sim, cavar me parece um bom termo, eles precisam cavar para se enterrar.

Marimbondos de São Paulo

Olá, César!
Essa semana consegui fotografar umas vespas. As primeiras em Valinhos/SP. As últimas em Salto/SP.
Acha possível identificá-las?
Obrigado! Um abraço!
Gabriel Bergamaschi.

As amarelinhas eu acho que são Mischocyttarus (Vespidae: Polistinae: Mischocyttarini) e as ouras Polybia sp. (Epiponini).

Percevejo Predador de Piolho de Cobra no Rio de Janeiro

Diogo Luiz. Tinguá;
Kel.
Acredito que seja Brontostoma rubrum (Reduviidae: Ectrichodiinae).

Cigarrinha Cixiídea no Rio de Janeiro

Pois é, é muito detalhe, só te perguntando mesmo. Mas aí eu fotografei hoje aqui no meu bairro esta outra, que devia ter uns 5 mm de comprimento. A minha dúvida é a mesma, mas acho que dá para ver o que eu acho que são os espinhos nas pernas traseiras que você diz que as cigarrinhas têm. Acertei desta vez?
Claudio Marins de Souza de Nova Friburgo, Rio de Janeiro.
É uma cigarrinha mas, na ocasião, eu me referia mais especificamente às cigarrinhas cicadelídeas, que possuem muitos espinhos nas pernas traseiras. Este aqui é difícil, eu acho que é Cixiidae.

Ninfa de Esperança Pseudofilínea no Rio Grande do Norte

Bom dia, encontrei em uma trilha no parque das dunas-Natal-RN, gostaria de saber o que é e características se possível, espero que pela foto dê para identificar, mas realmente não está muito boa, obrigado desde já!
Vítor Martinez Silva.
Parece ser uma fêmea jovem de uma esperança Tettigoniidae: Pseudophyllinae, algo semelhante a Acanthodis ou Dasyscelus (Pleminiini). Não conheço bem a ecologia destes bichos, mas deve se alimentar folhas e diversos detritos orgânicos baseado em outros gêneros deste grupo (1, 2).

Ninfa de Maria-Fedida em São Paulo

Ola, César, tudo bem? Minha mãe encontrou esse bichinho em casa em Ribeirão Preto-SP, o que é?
Vítor Martinez Silva.
Este é um filhotinho de alguma maria-fedida (Pentatomidae).

Besouro Ptinídeo no Paraná

Bom dia,

Moro em Curitiba - PR, trata-se de um bairro em perímetro urbano, não há qualquer tipo de mata ao redor, um inseto começou a aparecer em certa quantia, um numero próximo de 15 entre vivos e mortos diariamente nos cômodos, começou faz uma semana (10/02/2019 a 18/02/2019).

Descrição:

Patas: 6 / Antenas: 02 / Cor: Marrom / Tamanho: 0,5 mm / Asas: Sim /
Comportamento: Voa por curtas distâncias, quando tocado fica imóvel, alem de encolher as antenas e patas, adota postura rígida e semelhante a um grão de arroz.

Agradeço de antemão por quem ajudar a reconhecer os pequenos invasores.

Atenciosamente
Kleber Nascimento
Kleber Augusto.
Bem difícil, Kleber mas, pelas antenas, me parece ser alguma Ptinidae: Anobiinae (=Anobiidae). Quando larvas, eles são brocas de madeira (1, 2, 3), verifique se há madeira danificada ou perfurada por perto.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Mosca Predadora e Besouro em Minas Gerais

Olá César! Flagrei essa mosca assassina da família Asilidae e sua presa. Seria possível identifica-las?
Geraldo M. Pereira de Curvelo, Minas Gerais.
A mosca deve ser uma Ommatius sp. (Asilidae: Asilinae), a presa só dá pra saber que é Coleoptera, pelo visto um bichinho bem pequeno, eu acredito que seja Chrysomelidae.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Borboleta Synale na Bahia

Não sei.
Mata de São João, Bahia.
Rafael Salvador.
Eu acho que é Synale hylaspes (Hesperiidae: Hesperiinae: Calpodini), mas talvez haja a possibilidade de ser uma outra Synale sp. sem imagens para comparação.

Marias Fedidas Roferta no Pará

Oi Cesar! Encontrei uns percevejos em dias alternados e acredito que são da mesma espécie. Peço ajuda na ID. A foto do acasalamento só tirei desse ângulo, não quis atrapalhar eles haha. Fotos feitas em Santarém-PA.
Márcia Braga.
Bichinhos muito bonitos. 1 e 2 devem ser Roferta marginalis (Pentatomidae: Pentatominae: Nezarini). Só pra confirmar, 3 e 4, foram encontrados na mesma planta? 4 é ninfa, mas o 3 é adulto com padrões diferentes, acredito que esta não seja a coloração final dele e que o hemélitro possa escurecer ainda. Se não estava na mesma planta, pode ser algo diferente: