segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Papa-Moscas em São Paulo (Insetologia 6 aninhos)

Olá, César, quanto tempo! Esta aranha me surpreendeu eu pular em meu joelho, alimentando-se. Eu estou simplesmente apaixonada por ela e a achei parecida com a primeira dessa postagem (o abdômen é bastante alaranjado), mas acho que acertei em ser Salticidae, correto? Consegui tirar uma foto com ela olhado para o lado *-* 
Obrigada!
(...)
Apenas complementando: Ela foi encontrada em Ribeirão Preto - SP
Larissa Zamara.
Ôpa, quanto tempo mesmo, Larissa, está fazendo dois anos. E, por falar em anos, em quanto tempo, tem algo que eu precisava dizer e deixei passar, todo dia penso "vou incluir isto em alguma postagem" e, quando me dou conta, me esqueci de novo. É que o Insetologia fez seis aninhos diz 10, contando a partir do primeiro pedido de identificação, feito pela Lúcia do Rio de Janeiro. Então, preciso agradecer mais uma vez a todos, por terem ajudado das mais diversas formas a este trabalho acontecer.

A aranha é sim uma Salticidae, um macho de Freyinae (Aelurillinae), que eu tenho preferido não arriscar pelo macho se é Frigga ou Freya, dois gêneros com nomes de deusas nórdicas. A presa não dá pra ver direito, mas pelo tamanho e coloração, deve ser alguma Sternorrhyncha, como um pulgão ou um psilídeo.

Percevejo Spartocera no Uruguai: Sobre as glândulas odoríferas metatoráxicas dos percevejos

Olá, Cesar. Tudo bem? Poderia, por gentileza, identificar este percevejo? No momento em que o achei, eu fiquei em dúvida quanto à sua periculosidade vendo o rostro dele, curto e reto. Ler aqui o que você diz, "o aparelho bucal de Spartocera é particularmente curto", derrubou a divisão que eu fazia dos percevejos: rostro que ultrapassa, ou chega até o 2º par de pernas, fitófago; rostro curto e curvo, predador; rostro curto e reto, hematófago. 
Este indivíduo era muito lindo, e calmo, caminhou devagarinho na parede, num gravetinho, no chão, na planta em que o pus. E, além do rostro, o que chamou minha atenção foram essas cavidades que ele tinha em ambos lados do corpo, e que não vi até agora em nenhuma imagem das poucas vistas ventrais de percevejos que achei aqui e em outros sites.
Muito obrigada desde já. Também por tudo o que aprendo de cada esclarecimento, de cada comentário. A Natureza, a Vida, em sua diversidade é maravilhosa.
María Luísa Rodríguez de Las Toscas, Canelones, Uruguai.
María, realmente me parece ser uma Spartocera sp. (Coreidae: Coreinae: Spartocerini) e quanto ao rostro, realmente é um ponto confuso. Se utilizarmos esta chave bem simplificada, temos que reduviídeos têm o rostro que se encaixa em um sulco entre o primeiro par de pernas, e nos demais o rostro não se encaixa em um sulco nesta região; o critério é condizente com o que vemos, não pelo comprimento do rostro, mas pela ausência de tal sulco. Já esta chave também simplificada para famílias da Flórida,fala que "os demais" têm um rostro longo que chega ao par mediano de pernas; mesmo isolando a fauna da Flórida, parece não ser condizente, pois parece ser justamente de lá o maior número de registros de Spartocera nos EUA. Mas em uma chave muito mais completa, Schuh & Slater (1995) (falo baseado na versão adaptada em Insetos do Brasil Rafael et al. (edit) 2012), nem estes critérios, nem semelhantes, entram na questão. Discutimos o mesmo sobre marias-fedidas recentemente.

Quanto às cavidades nas laterais do tórax, o que temos é o aparato responsável pela produção da química mal-cheirosa em um percevejo adulto.Anotados na imagem ao lado temos a abertura da glândula odorífera chamada de ostíolo e a área evaporatória ou área de evaporação (também evaporativa ou de evaporação). Esta área apresenta textura diferente do resto do tegumento e aparentemente é mais destacada neste indivíduo não só por causa da coloração negra, mas também por causa da pubescência branca em seu corpo. Encontrei muitas imagens de vista ventral ou lateral de percevejos deste gênero, mas nenhuma mostra esta característica (1, 2, 3, 4, 5, 6...)

Opilião Goniosoma no Rio de Janeiro

Esse ambiplígio vive com sua família na varanda da casa de uma amiga, em Teresópolis (RJ)
Elaine Bertuccelli.
Elaine, eu tenho a impressão que você o identificou corretamente e apenas o chamou erroneamente, pois apesar de chamar de amblipígio, o envio foi feito corretamente em uma postagem de opilião. Com estes espinhos tão grandes nesta região, tenho notícias apenas de Goniosoma spp. (Opiliones: Laniatorres: Gonyleptidae: Goniosomatinae), eu gostaria de mostrar G. macracanthum, mas não encontrei imagens disponíveis online, então mostro este que acho que está errado como G. unicolor, ficamos apenas no gênero.

Mariposa Eumorpha em São Paulo

Olá, será que poderiam identificar que inseto é esse ? 
Obrigada :)
(...)
Ela estava em Mauá - SP.
Luísa Scudeler.
Luísa, a bonita parece ser Eumorpha anchemolus (Sphingidae: Macroglossinae: Macroglossini/Philampelini), que é a maior espécie do gênero

Provável Besouro Cucujídeo em São Paulo

Boa noite poderia me ajudar? Tem aparecido besouros minúsculos (achei até que era pulga) aparecem a noite eu os encontro no sofá. É Araçatuba -SP tirei a foto com zoom do celular . Moro no 7° andar.
Ariane.
Ariane, está bem difícil de ver detalhes do inseto que permitam uma boa identificação. Certamente é um besouro como disse, e tem jeito de ser alguma Cucujidae, mas não há como garantir. Na coloração do tórax e élitros, lembra Cathartus quadricollis (Silvaninae), mas esta é uma espécie que infesta grãos estocados, principalmente o milho, mas também arroz, frutos secos entre outros. Seria estranho estarem aparecendo no sofá. Se conseguir, seria bom ver fotos com uma melhor magnificação.

domingo, 14 de outubro de 2018

Mariposa Dirphiopsis em Santa Catarina

Hoje a noite ao ir a cozinha, me deparei com um inseto, para mim parece ser uma espécie de mariposa, mas não sei ao certo se é isso ou qual é, porque não encontrei algum espécime semelhante. Esse inseto tem aproximados 5 cm de comprimento. Eu, por curiosidade queria saber, que espécie de inseto é esse?
(...)
Bom! Eu sou de Antônio Carlos, perto de Florianópolis, SC.
Michael Schetz Martendal Manne.
Esta é uma Dirphiopsis sp. (Saturniidae: Hemileucinae), creio que um macho de D. multicolor. As fêmeas têm padrões bem diferentes.

Mariposa Copaxa no Rio de Janeiro

Olá há outra mariposa na parede do meu chalé fotografei ela está pousada no vidro do meu chalé no alto..tem círculos tipos transparentes na asa..estou em Teresópolis no bairro imbuí numa pousada em área de vegetação densa região serrana do Estado do Rio de Janeiro uma foto fiz de dentro do banheiro, a outra de fora...Qual mariposa seria??
Camposrio78.
Esta é uma Copaxa sp. (Saturniidae: Saturniinae: Saturniini), gênero com muitíssimas espécies, espécies com vários pontos hialinos nos dois pares de asas incluem C. multifenestrata e C. mielkeorum.

Camposrio78: Muito obrigado...ela mudou de lugar essa cidade serrana tem muitas mariposas veja outra foto dela tirei hoje

Mariposa Procitheronia no Rio de Janeiro

E essa aqui eu fotografei hoje em Teresópolis Estado do Rio de Janeiro em 13-10-2018 está pousada na parede externa do meu chalé aqui é região serrana. Qual mariposa é?
Camposrio78.
Camposrio, esta é uma mariposa Procitheronia sp. (Saturniidae: Hemileucinae). As espécies deste gênero são semelhantes, então a espécie pra mim é uma conjectura, comparando espécimes de museus, me parece mais com P. purpurea. Ela parece ter acabado de botar ovos, parece ser difícil encontrar plantas hospedeiras para as larvas.

Abelha Oxaea no Paraná

Obrigado amigo! Seria uma abelha??teria como ter a ID?Santo Inácio-PR ,12/10/2018
Maria Fachini Agostinho.
Sim, uma Oxaea sp. (Andrenidae: Oxaeinae). Pode ser O. flavescens, o Paraná está no limite de sua distribuição.

sábado, 13 de outubro de 2018

Lagarta Rekoa em Santa Catarina

Olá Cesar, encontrei hoje a responsável por podar as pétalas de Gazânia. Já tinha encontrado outra tempos atrás na parte de baixo das flores, e uma flor podada numa outra ocasião, agora encontrei a prova.
Airton Adami de Florianópolis, Santa Catarina.
Olá mais uma vez, Airton, deve ser uma Rekoa sp. (Lycaenidae: Theclinae: Eumaeini) também, mas eu achei as projeções no corpo dela maiores que os de R. marius e também acho que ela não ocorre em Santa Catarina. Embora Silva et al. (2014a) mostre uma R. marius semelhante, o mesmo artigo mostra também R. palegon, mais semelhante e que parece ser um melhor palpite para o Sul do Brasil. Só não encontrei nenhum registro de licenídeos nesta planta, mas encontrei registro da espécie em diversas asteráceas em artigo de alguns dos mesmos autores, Silva et al. (2014b), que diz:
A ocorrência de Rekoa palegon nas inflorescências de diversas espécies de Asteraceae confirma as observações de Robbins (1991a) e Monteiro (1991) referentes a esta família de plantas. Monteiro (1990) observou que a reprodução de R. palegon se concentrou em abril e junho, o que coincide com a floração de suas principais plantas hospedeiras em áreas de restinga (?) do Rio de Janeiro.
Airton: Não sei se a informação te ajuda, a foto da lagarta embaixo da flor (com chuva) é de 09 de agosto. A flor devorada é de 29 de setembro e a foto da lagarta comendo as pétalas é de 12 de outubro, após ter chovido à noite e nota-se que ela come a parte mais úmida das pétalas que ainda não secaram, diferente da flor anterior onde foram devoradas as pontas.