terça-feira, 30 de abril de 2013

Aranha-Lobo no Rio de Janeiro

Parabéns pelo seu trabalho. Encontrei varias aranhas iguais a esta da foto no camping do Parnaso, sede Teresopolis. Creio tratar-se da inofensiva aranha-de-jardim.
Andre Ghiorzi de Rio de Janeiro, capital.
     Sim, esta parece ser uma fêmea de aranha-de-jardim ou aranha-lobo Lycosa erythrognatha (Lycosidae). Não as considere assim tão inofensivas, são aranhas de importância médica, picam e o veneno é ativo em humanos.
     Não entendo o que deixou suas pernas nesta posição, ela está morta?
     Obrigado, Andre.

Percevejos-Manchadores-do-Algodão no Rio de Janeiro

Estou te enviando, já identificado, foto que fiz no Parque Municipal do Córrego Grande, em Florianópolis-SC, do Dysdercus sidae, - Percevejo-Manchador - em folha de Sida urens e, se aprovado e gostar, poderá publicá-lo em seu blog, pois dou a minha autorização.
Regis Silbar de Rio de Janeiro, capital.

Dysdercus cf. peruvianus
      Regis, certamente que suas imagens são muito bem vindas, obrigado!
      Me parece que temos aqui o mesmíssimo problema da Argiope do Heitor, só encontro registros desta espécie para a Austrália (note também as pintinhas nos hemiélitros). Mas certamente, estes são percevejo-manchador-do-algodão Dysdercus sp. (Pyrrhocoridae), este documento traz uma longa lista de espécies registradas para o Brasil e com chaves para identificação, eu acredito que se trate de Dysdercus peruvianus.
     Interessante notar que um tem a cabeça negra e o outro vermelha, não sei se por dimorfismo sexual ou por variação na mesma espécie. Em todas as imagens se trata do mesmo casal? Percebe-se que mudaram bastante de cenário durante a cópula.

Bichinhos na Flor

Oi César!!! Aqui vai a imagem de uma tesourinha (Dermaptera) e alguns outros bichinhos dentro de um copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica). Reparei que essa planta é "queridinha" de insetos predadores (lembra-se daquele besouro clerídeo, também estava na mesma planta)...talvez porque seu formato contribua montar uma emboscada para os polinizadores. Tem uma manchinha preta próximo ao miolo: era uma abelha cachorra morta - Trigona sp. (haviam outras abelhas mortas nas outras flores, essa deve ser a presa mais abundante, né!)
Tami de Altinópolis, São Paulo.
     Tami, as tesourinhas devem gostar mesmo do ambiente, estreitinho, úmido e fresco que o copo-de-leite oferece.
     Agora, os bichinhos pretinhos, eu não sei se consegui reconhecê-los. Não me parecem tripes nem mordelídeos, eu suponho que sejam uns bichinhos bem interessantes, umas larvas de besouro da família Meloidae, que permanecem na flor até encontrar uma abelha pra pegar carona até a colmeia, onde elas irão parasitar as larvas de abelha!

Atualização 10/06/13: Os bichinhos menores foram identificados como besouros da família Staphylinidae.

Besouro-Joia em São Paulo

Saudações Cesar.
Outra jóia da natureza que encontrei.
Ele estava no entorno da entrada de uma mata.
Daria pra identificá-lo?
Obrigado.
Marquinhos.
Marcos Cesar Campis de Morro Agudo, São Paulo.
     Exatamente Marquinhos, concordo com sua identificação! Este é um besouro-joia da família Buprestidae. As larvas da maioria destes besouros se desenvolve abrindo galerias em madeira já em decomposição. Abaixo da família, a identificação fica difícil. Por enquanto, o melhor que temos é a galeria argentina em Coleoptera Neotropical.

Marquinhos: Só pra complementar a espécie deste besouro-joia é Psiloptera sp. (Identificado por Celso Godinho Jr.)
Abraços.

Lagarta-Aranha na Bahia

Olá amigo, fotografei essa lagarta e fiquei na duvida qual é e que borboleta/mariposa ela vira pode me ajudar?
Marlon Porto de Salvador, Bahia.
      Marlon, esta é uma lagarta-aranha do gênero Phobetron (Limacodidae), não dou certeza da espécie, mas com esta coloração, deve ser a famosa Phobetron hipparchia. Sua página na Wikipedia possui visões frontal e dorsal da mariposa adulta. As larvas de Phobetron entre as principais lagartas de importância médica no Brasil.

Marlon: Muito Obrigado amigo, realmente seu trabalho é fantástico.
Abraço,
Marlon Porto

Atualização 26/02/2.014: Aparentemente, a periculosidade destas lagartas é uma lenda.

Aranha-de-Prata

Bom dia,
Essa pequenina é uma argiope muito linda. Fiquei fascinado com a arquitetura de sua teia que é hexagonal no centro e vai ficando quadricular a medida que se afasta.
Também há uma torre decorativa que chama bastante a atenção.
Outro fato interessante é a existência de uma segunda teia na frente da teia principal.
Essa pequenina tem aproximadamente 0,5 cm e infelizmente não consegui fotografar sua parte de baixo pois para fazê-la seria necessário destruir a teia.
Se ela for adulta, se assemelha muito com a teia e o tamanho de uma Argiope keyserlingi (aemula) das uĺtimas fotos da página abaixo (procure de baixo para cima):
Também gostaria de saber se o veneno dela é nocivo aos seres humanos.
Heitor Scardua de Pancas, Espírito Santo.













     Sendo tão pequenina, não creio que seja um adulto, ela deve ser imatura, creio que possa ser A. argentata, a Argiope keyserlingi é uma espécie australiana.

Escaravelho Pelidnota

Oi César!
Lembra-se do Cyclocephala que falei que ia enviar (no comentário do post sobre o Pelidnota sp.). Então, encontrei esse besouro que pensava pertencer ao gênero Cyclocephala. Esse besouro que envio hoje estava se alimentando da casca de uma banana. Fiquei na dúvida, se esse também é um Pelidnota ou se também é um Cyclocephala...mesmo lembrando que havia diferenças entre eles: o Pelidnota era maior, era de um amarelo menos intenso, mas as rajas douradas nos eritros eram "mais douradas" que no outro besouro. Mas observando bem, reparei que até as pintinhas nas laterais do pronoto os dois têm em comum. E agora? Pelidnota ou Cyclocephala??
Tami de Altinópolis, São Paulo.


Pelidnota cf. sordida 
     Tami, estas garrinhas dele (a carinha também) são pra mim de macho de Rutelinae, logo não pode ser Cyclocephala (Dynastinae). Além disso, o que me deu confiança na sua identificação de Pelidnota no outro besouro, foi esta "lágrima" nos seus olhinhos. Pra completar, que eu saiba, todos os Cyclocephala têm a carinha escura, por isto o nome "besouro mascarado".

Lagarta Automeris em Minas Gerais

Olá Cesar, minha mãe encontrou essa taturana após ter esbarrado nela e sofrido seus efeitos urticantes no seu braço, então decidi tirar algumas fotos. Ela estava comendo folhas de um pé de café, estava numa chácara há 1400m de altitude,onde encontrei ela na mesma localidade da outra taturana laranja avermelhada que tinha encontrado e te mandado a foto. Dizem que essa verde é a segunda mais venenosa da minha região, embora eu a considere a terceira. Qual espécie seria essa, como seria um adulto dessa espécie?
Leandro Corrêa da Costa  de Poços de Caldas, Minas Gerais.










     Leandro, te parabenizo e agradeço pela demonstração de como se manusear esta linda larva de mariposa Automeris sp. (Saturniidae, Hemileucinae) sem se machucar. A informação que tenho é de que não é possível diferenciar as larvas de Automeris umbrosa e Automeris naranja (mesmo os adultos são bastante semelhantes. O registro é recente, certo? Estas informações são úteis, a minha foi fotografada no mês Março em um pé de feijão-andu (Cajanus cajan).

Falsa-Barata-do-Coqueiro no Rio de Janeiro

Foto de besouros tirada no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na cidade do Rio de janeiro, próximo ao Parque Ecológico Chico mendes.
Regis Silbar de Rio de Janeiro, capital.
     Esta é uma falsa-barata-do-coqueiro do gênero Mecistomela (Chrysomelidae: Cassidinae: Alurnini, ant. Hispinae: Alurnini). Ela é uma praga nas palmeiras assim como o gênero Coraliomela.
     Gostaria de um dia entender o que leva alguém a considerá-lo um "bichinho feio"...

Mariposa Isia no Rio de Janeiro

 Foto de mariposa tirada em Araquari-SC, próximo ao Parque do Descobrimento, a poucos metros da BR-101.
Regis Silbar de Rio de Janeiro, capital.
Os parões das asas combinam com esta imagem em Fauna Paraguay identificada como Idalus sp. Infelizmente, não há outra fonte informando o mesmo, ela segue muito parecida com Hypercompe.

Atualização 04/06/13: Difícil definir entre Hypercompe ou Spilosoma / Lemyra ou, mais provavelmente, Hyphantria (Erebidae: Arctiinae: Arctiini).

Atualização Jul/2.016: Finalmente consegui a identificação desta mariposa, trata-se de Isia cf. intrincata.

Mariposas Não Identificadas no Rio de Janeiro

Imagem 1 - Foto de mariposa tirada no bairro do Recreio dos Bandeirantes no Rio de janeiro, próximo ao Parque Ecológico Chico Mendes.
Imagem 2 - Foto de mariposa tirada no Recreio dos Bandeirantes na cidade do Rio de janeiro, próximo ao Parque Ecológico Chico Mendes.
Regis Silbar de Rio de Janeiro, capital.
     Para tirar a diferença por causa do número de pedidos acumulados, estou postando estas imagens como não identificadas. A primeira parece próxima dessa Proteuxoa, a segunda me parece Geometridae, com alguma chance de ser Erebidae. Espero em breve poder revisar estas postagens.

Borboleta Hesperiidae no Rio de Janeiro

Foto tirada no Recreio dos Bandeirantes na cidade do Rio de Janeiro, próximo ao Parque Ecológico Chico Mendes.
Regis Silbar de Rio de Janeiro, capital.
     Esta é uma borboleta da família Hesperiidae, me aparenta ser da subfamília Edaminae.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Aranha Papa-Moscas no Rio de Janeiro

Oi, Cesar!
No mesmo dia que encontrei a aranha com patas vermelhas. Achei essa aqui também, ultimamente tem aparecido muitas aqui.
Ela estava em uma folha nas minhas plantas, achei engraçado por que quando me aproximei ela mexeu a cabeça parecia estar notando que eu estava olhando,quando a prendi no copo pra tirar a foto ela ia pra longe da camera,rodou o copo todo, foi dificil conseguir bater foto de cima,foi muito estranho,juro que ela olhou pra mim rsrs
Achei ela parecida com as populares papa moscas, que fica na parede, na forma de se movimentar,mas nunca vi papa mosca preta e amarela.
Chamei ela de aranha do batmam porque o desenho que tem sobre a cabeça parece com o morcego simbolo do batmam. hehehe
Thaís Guimarães de Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
Com certeza, Thaís, esta aranha é uma autêntica papa-moscas da família Salticidae, e eu digo que daria pra identificar só pela sua descrição do modo que ela te olhou quando você se aproximou. Salticídeos são aranhas muito curiosas, sempre nos olhando de um jeitinho muito simpático, característica que até as torna difíceis de serem fotografadas por trás.

Atualização Nov/2016: O dr. Antonio D. Brescovit acredita que seja uma Breda sp.

Aranha-Corredeira no Rio de Janeiro

Olá Cesar.
Encontrei essa aranha na roupa que estava na corda, mas essa é a segunda vez que a encontro. Da primeira vez ela estava no muro. Aqui em casa tem muitas arvores,é bem úmido, inclusive a corda fica amarrada em uma aroeira e nos fundos tem um matagal de capim navalha(o muro onde a vi antes separa esse matagal) a foto foi batida em 28/04/13.
Fiquei assutada quando a encontrei pela coloração dela,ela tem as patas bem vermelhas muito chamativas,com algumas listras pretas. O corpo é marrom,pequena,ágil demais e a teia é bem forte, porque quando fui solta-la ela laço a teia de dentro do copo pro muro e saiu numa velocidade, que achei que tinha encontrado uma super aranha, fiquei pasma!
Soltei ela no muro onde já havia encontrado a outra.
Queria saber se é perigosa, se tem algum risco pra humanos ou pra animais?
Thais Guimarães de Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
     A aranha parece ser da família Corinnidae, ainda arriscaria que um macho de Trachelopachys sp..
     Se o gênero próximo Trachelas é conhecido por running spider, faz sentido que elas sejam realmente muito velozes. Este documento chama uma aranha da família Miturgidae de aranha-corredora, ambas as famílias, Corinnidae e Miturgidae eram antigamente consideradas Clubionidae, de forma que esta deve ser uma característca de toda a superfamília Clubionoidea, vou chamá-la "aranha-corredeira".

Aranha Vermelha Caseira no Espírito Santo

se eu estiver correto é uma Nesticodes Rufipes. Quando vi pela primeira vez fiquei com medo de ser uma aranha marrom, mas agora já até acomodei ela atrás do meu guarda-roupa pra pegar as verdadeiras marrons.. rsrsrs.. Pelo que andei pesquisando aqui no blog, esse bichinho deve existir no Brasil todo né.
Heitor Scardua de Pancas, Espírito Santo.













     Heitor, a aranha vermelha caseira Nesticodes rufipes (Theridiidae) é encontrada em todo o mundo, sendo considerada espécie invasora inclusive na Austrália. Não sei dizer de onde a espécie é originária.

Ninfa de Esperança Gigante em São Paulo

Saudações Cesar.
Encontrei este Gafanhoto no entorno de uma mata.
Daria pra identificá-lo?
Abraços.
Marquinhos.
Marcos Cesar Campis de Morro Agudo, São Paulo.
     Marcos, acabei de fazer o download da imagem, estou vendo que, neste tempo, o bichinho já foi identificado por Andreas Kay no Flickr.
     Neste caso, não se trata de um gafanhoto, mas de uma ninfa de esperança, uma esperança gigante do gênero Steirodon (Tettigoniidae, Phaneropterinae, Steirodontini; veja uma imagem semelhante à sua ninfa AQUI.
     Minha opinião: Esta é uma ninfa, acho bom ter cautela. Este bichinho tem manchas nas asas, atrás dos olhos e das pernas saltatórias. Não encontro esta característica entre Steirodon spp., mas ela é comum no gênero próximo, Cnemidophyllum. Neste caso, acho que só é seguro até a tribo Steirodontini.

Marquinhos: Obrigado pela id Cesar.
Valeu pelas dicas.
Abs.

Borboletas do Paraná


Parides bunichus



Esse tipo de borboleta aparece frequentemente em meu jardim.


Anartia amathea




Essa borboleta também é bastante comum em meu jardim (apesar de que a foto não foi feita nele). Ela é bastante ágil e dificilmente deixa que se aproxime muito dela.
Eunica Burnea


Esta encontrei em uma estradinha de terra do interior. Acho que estava à procura de minerais no solo úmido.



Astraptes sp.



Quase não consegui fotografar essa pequena. Parava durante muito pouco tempo nas flores, e mal dava tempo de focá-la. Achei interessante o fato da co do corpo se estender até as asas.

Elizeu de Irati, Paraná.



     Elizeu, esta postagem dá uma bela coletânia das borboletas do Paraná. Belíssimas espécies em três famílias diferentes:

  •    A primeira borbleta é uma Parides bunichus (Papilionidae, Papilioninae, Troidini). Baseado nos dados registrados em Wikipedia, a subespécie é provavelmente Parides bunichus bunichus. De fato, um bunichu nome, para uma bunicha borboleta.
  •    A segunda, é uma borboleta pavão-vermelho (red peacock) Anartia amathea (Nymphalidae, Nymphalinae, Victoriniini).
  •      A terceira é uma Eunica euburnea (Nymphalidae, Biblidinae, Epicaliini). Chega a ser muito estranho ela ser considerada uma das borboletas mais abundantes e ao mesmo tempo haver pouquíssima informação sobre ela.
  •    A quarta é uma Astraptes sp. (Hesperiidae, Pyrginae, Eudamini). Este documento registra dez espécies deste gênero para o Paraná, não acho seguro escolher alguma delas.

domingo, 28 de abril de 2013

Gafanhoto no Paraná

Ainda não havia visto um gafanhoto com essas características. Essa espécie de asa que ele tem, me lembrou muito o padrão observado em libélulas.
Elizeu de Irati, Paraná.
     O gafanhoto é Acrididae: Romaleidae. Eu acredito que seja uma espécie de Chariacris (Romaleini) mas, infelizmente, ESTA parece ser a única boa imagem disponível.

Mariposa Phobetron em Santa Catarina

Boa tarde!
Uma amiga do do sul (Jaraguá do Sul/SC)encontrou esse inseto na casa dela. Não tenho informação alguma, sei que e inseto pq saiu voando.
Apenas uma foto desfocada. Se chegar a gênero está ótimo...
Até mais!
Fábio Henrique de Bauru, São Paulo.
     Fábio, não tive sucesso em determinar o gênero, mas certamente é uma mariposa e creio que ela seja família Erebidae, subfamília Calpinae, como a da última postagem.
     A Camila é de Santa Catarina, mas a mariposa foi fotografada lá?

Fábio: sim sim...Foi fotografada lá.

Atualização 29/10/13: A mariposa foi identificada por Ulf Drechsel como Phobetron cf. hipparchia (Limacodidae).

Mariposa Walker em Minas Gerais.

Bom, não necessariamente encontrei o inseto no seu habitat, estava dentro de casa, me chamou a atenção e eu resolvi tirar algumas fotos. a área onde moro e cercada de mata nativa por estar proxima de uma unidade de conservação pertencente a serra da Piedade.
Angélica Aparecida Camargos de Sabará, Minas Gerais.





















     A coisinha aqui é uma mariposa, Sosxetra grata (Erebidae, Calpinae, ant. Noctuidae). Esta espécie parece já ter sido considerada no gênero Ceroctena. Baseado no nome comum de L.A.B., vou chamá-la mariposa Walker.

Combo de Besouros Parte 2

Oi César!!
Envio hj mais um "combo" de besouros:
(...)
4 - Esse aqui eu acho que é Pelidnota sordida, mas não tenho certeza. Muito bonito esse besouro. Também encontrado em Altinópolis.
5 - Esse último é um crisomelídeo do gênero Coraliomela, estou certa?? Ele solta um cheirinho não muito agradável quando é manuseado...rs. Encontrado em Carangola - MG.
Pelidnota sp.
Coraliomela sp.
     O quarto bichinho me confundiu um bocado. Ao ver a imagem eu tive a certeza de que ele deveria ser Dynastinae, muito próximo do meu Cyclocephala mas, pelo jeito, você está certa, esta deve ser uma espécie de Pelidnota (Scarabaeidae, Rutelinae, Rutelini), mas não estou certo quanto a P. sordida. Estou encontrando várias outras espécies listadas para os países vizinhos sem imagens disponíveis. Tanto para o Carabídeo como para este, creio que devemos esperar atualizações em Coleoptera Neotropical para as nossas espécies.

     O último, certamente é uma barata-do-coqueiro do gênero Coraliomela (Chrysomelidae: Cassidinae: Alurnini, ant. Hispinae). Estou vendo que sua imagem já está na Wikimedia listada como C. aenoplagiata. Difícil confirmar, mas imagens idênticas estão listadas como C. tetramaculata. É possível que você esteja certa na espécie.

Combo de Besouros Parte 1

Oi César!!
Envio hj mais um "combo" de besouros:
1 - Encontrado em Altinópolis (janeiro). É algum tipo de tenébrio?
2 - Encontrado em Altinópolis. Esse é minúsculo e bem comum no verão.
3 - Gorgulhos. São aquelas "praguinhas" que consomem grãos, farináceos e derivados (caruncho). Esses aí eu encontrei em uma embalagem de macarrão novinha...tinha acabado de abrir, havia muitos.
(...)
Carabidae: Harpalinae
Attagenus fasciatus










Sitophilus sp.
     No primeiro, nós temos um besouro da família Carabidae (Adephaga), a subfamília me parece Harpalinae. A morfologia deles é muito semelhante mesmo em tribos diferentetes, mas pela coloração metálica variando entre o verde e o violeta, eu encontrei este Harpalus, mas não confirmo sua presença no Brasil. PBase tem uma galeria enorme de carabídeos, a maioria deve ser encontrada aqui no Brasil.

     O segundo, é um bichinho bem interessante, Attagenus fasciatus (Dermestidae), veja o que encontrei sobre ele:
"Um dos maiores ódios dos cientistas é o bichinho ao lado, uma larva do besouro de armário Attagenus fasciatus. Na natureza, ele tem uma grande utilidade, pois se alimenta de restos de pele, penas, pêlos e fezes. Se não fosse por ele, o mundo seria muito menos limpo. O problema é que essa larva tem uma fascinação por museus - e não por visitá-los.Elas são capazes de comer tudo que tiver queratina que estiver pela frente.De coleções de borboletas à roupas reais, passando até por animais extintos." (Revista Galileu).
     Veja nesta página adulto e larva juntos. Esta parece ser uma espécie invasora, do velho mundo.

     Os carunchos encontrados no macarrão são do gênero Sitophilus (Curculionidae, Dryophthorinae, Rhynchophorini). Não importa o quão higiênica é a empresa produtora, sempre há pedaços de nossos amigos, os insetos, em nossos alimentos.

Tami: Esses carunchinhos são terríveis...uma das grandes preocupações para os vets também...é porque quando os carunchos danificam os grãos (usados amplamente na indústria de rações) facilita o caminho para fungos como o Aspergilus flavus que produz a aflatoxina, uma toxina que quando é ingerida pode ser capaz de levar os animais (inclusive nós, humanos) à morte!!!

Ivan Carlos F. M.: O Carabidae se parece muito com Athrostictus ou Notiobia, podendo ser também da tribo Pterostichini.

Cesar: Obrigado Ivan.

sábado, 27 de abril de 2013

Sobre os Pedidos de Identificação

     Olá, amiguinhos insetológicos!
     Gente, eu me sinto um pouco inseguro por fazer esta postagem, mas chegou um momento em que a gente precisa conversar. E conversar um pouco sobre números, não sobre insetos ou aranhas.
     No dia 17 eu fiz uma postagem falando sobre o crescimento do Insetologia. Ir de 500 a 1.000 visitas em um mês é algo que eu realmente não podia esperar e eu só tenho que agradecer a todos por isto. Se o crescimento continuar assim, por progressão aritmética teremos 1.500 em mais um mês, por progressão geométrica, 2.000 (ontem foram 1.345).
     A situação agora é a seguinte: Na página do pedido de identificação há um aviso: "Se você não puder visualizar o formulário, provavelmente ele está inativo pelo número de pedidos pendentes. Isto não deverá permanecer por mais de um dia." Isto acontece por que:
     Eu tenho em teoria direito a receber 100MB de arquivos, sempre que chega a este limite eu recebo a mensagem dizendo que o formulário será desabilitado dentro de uma semana (por isto é em teoria, por que recebo 100MB + o que receber em uma semana). Neste caso, isto não é preocupante, se fosse, o formulário estaria desabilitado a tempos, sem volta. Eu posso simplesmente deletar os pedidos antigos, mantendo sempre este número longe de 100.
     O que acontece agora é que, existe um segundo critério para que o formulário seja desabilitado. Um mês atrás, eu achava que isto estaria bem longe de acontecer, mas agora é uma realidade:
      Não importa se eu deletar os pedidos ou não, eu tenho direito a 100MB armazenados e 100 envios em um mês. Embora a mensagem que eu receba não seja clara, (por que só fala em MB), a regras do formulário são, e fatalmente o formulário seria desabilitado na terça se terça já não fosse o mês que vem. Isso quer dizer que este mês a gente pode ficar tranquilo, o formulário não será desabilitado, mas com o aumento de pedidos, se continuar assim, mês que vem o formulário será desabilitado antes do fim do mês.
     Pagar por um serviço Premium, está fora dos meus planos. Com o Insetologia, não ganho mais do que alguns pouquíssimos centavos por clique nas propagandas, que vou receber algum ano, quando juntar U$100,00. E pago R$30,00 por ano pelo domínio.


     Agora vem a parte mais chatinha de falar.
     Na quinta-feira, eu recebi 12 pedidos de identificação e postei 7. Ficaram pendentes 5 mais 2 do dia anterior.
     Na sexta-feira, eu recebi 11 pedidos e postei 11. Ficaram pendentes ainda 7 pedidos.
     Hoje, eu recebi 7, só consegui postar 4 e tenho 10 pendentes. Isto quer dizer que eu comecei a receber mais pedidos do que o que estou conseguindo postar. Além disto, não tenho encontrado tempo pra responder meus e-mails, o que é muito chato

     Isso quer dizer que é preciso colocar agora uma regrinha. A regra por enquanto é simples, eu vou pedir que cada um, envie no máximo apenas um pedido por dia, só isso, como teste.

     No entanto quero dizer que o Insetologia não é meu, gente, é nosso. Isso significa que sejam vocês mesmos os juízes de quando esta regra deve ser quebrada, de quando deve haver uma excessão. Por exemplo:
     "Ai meu, Deus, eu mandei hoje aquela borboleta só por que achei bonitinha e agora me aparece este insetossauro em casa!" Pode mandar gente, "sem grilo".
     Eu percebi ontem, que havia postagens um pouco recentes, cheias de erros de gramática, digitação, concordância, etc., com certeza é consequência disto, de postar rápido sem revisar.
     Os benefícios serão grandes gente, pra todo mundo, vejam bem: É muito melhor ter três postagens por dia, cheias de informação, curiosidades, do que ter dez com duas linhas cada!
     Postar onze pedidos em um dia, significa que o pedido postado hoje, já vai parar na segunda página. Com isto, muita coisa interessante, que muita gente poderia aprender, acaba ficando pra trás, quem viu viu, quem não viu só procurando bem pra encontrar. Um bom exemplo, foi esta donzelinha, muito bacana saber que elas não são libélulas e como diferenciá-las, mas ela chegou e sumiu tão rápido!


     Quero aproveitar esta postagem pra dizer aquilo que já disse pra poucas pessoas, que estou inseguro quanto ao futuro do Insetologia a partir do meio do ano.
     Gente, só pra entenderem a situação, eu trabalho com "pintura eletrostática a pó" desde os quinze anos de idade. Pego ônibus lotado e trânsito complicado, saindo às seis da manhã, muitas vezes com chuva morando em rua de terra. Lá, eu divido o tempo, hora estou descarregando caminhão, hora fazendo orçamentos de pintura, hora estou na frente do computador fazendo recibos e, graças a Deus, sempre há um tempinho, especialmente na parte da manhã, onde do serviço mesmo eu respondo a alguns pedidos. Volto pra casa, o segundo ônibus passa de meia em meia hora, se perdê-lo, é meia hora a menos em casa pra responder os pedidos, contando ainda com uma internet de 512kbps via rádio, que adora me deixar na mão.
     Só que a partir de julho, se tudo der certo, estarei estudando á noite e em um outro emprego. Se eu não tiver algum tempo de dia, á noite é que não vou ter. Mas eu confio que dará tudo certo, tudo já está planejadinho e em breve eu quero dividir isto com vocês direitinho. Vou estar trabalhando mais perto de casa, bem perto da natureza, com pessoas que amo e estou bastante ansioso com isto.
     É fácil perceber que um grande número de todos vocês têm visitado o Insetologia diariamente, vocês não sabem a alegria que é ver um projeto que começou a meio ano atrás, apenas de um pensamento rápido que me ocorreu e decidi botar em prática, hoje já está fazendo às vezes da novela das oito na vida de muita gente.
     Muito obrigado de coração a todos, espero que me entendam e, por favor, usem os comentários desta postagem pra gente discutir melhor sobre isto. Agora é sábado, está escurecendo, mjuito tempo na frente do computador não faz bem a ninguém. Hoje tem punk rock no C.U.P. com minha bandas preferidas e eu já estou atrasado. Vamos lá?
     Um abração de seis, quatro, dez braços a todos! Até mais!

Serra-Pau Parandrinae em Minas Gerais

Olá Cesar, encontrei esse coleóptero em um parque aqui em Juiz de Fora e gostaria de no mínimo saber a família dele, ele media cerca de 5cm.
Obrigada!
Raphaela Campos de Juiz de Fora, Minas Gerais.
      Olá, Raphaela. Este bicho, pode não parecer, mas é um serra-pau da família Cerambycidae. Definitivamente este, da subfamília Parandrinae não merece ser chamado de longicórnio. A única identificação segura que posso dar é até a única tribo, Parandrini por que, apesar de possuirmos pouquíssimos gêneros, eles são todos muito parecidos. O gênero mais comum é o Parandra e o indivíduo parece ser uma fêmea.
     Se alguém quiser se arriscar em identificar o gênero, este documento certamente ajudará bastante.

Raphaela: Obrigada Cesar!